Dizem que o amor é cego. Eu penso diferente: a paixão é cega, o amor não.
A paixão vem com tudo, derruba, deixa você babando feito um cão sem
dono. Tudo é excitante, emocionante e sexy. Você quer estar com aquela
pessoa 24h por dia e pode ser dando uns amassos ou vendo um filme e
depois dando uns amassos. Você idealiza o outro e o que vocês possuem
juntos. Nossa, tudo é maravilhoso e perfeito! Até
o dia em que tudo isso passa e a paixão deixa de existir... As cortinas
se abrem e você vê todos os defeitos da outra pessoa. Fim! Acabou a
paixão.
Ou não. E é aí que vira amor. A paixão não deixa de existir.
Você ainda é apaixonado por ela mesmo sabendo que ela é
insuportavelmente implicante. Você ainda é apaixonado por ele mesmo
sabendo que ele é super teimoso. Virou amor... E do tipo que não é cego,
porque você aceita e ama o outro com todos os seus defeitos, loucuras e
teimosias.
E vocês vão brigar, discutir e gritar, mas uma hora
depois vocês vão estar se beijando e trocando juras de amor, prometendo
que isso nunca mais vai acontecer (até a próxima briga, é claro), porque
a melhor parte de brigar com quem se ama é fazer as pazes. E a melhor
parte do amor é que ele vem acompanhado da paixão, mas enxergando muito
bem, por sinal.