domingo, 29 de dezembro de 2013

Sexo, mulheres e um estereótipo velho



Sendo uma jovem mulher com uma vida (e apetite) sexual saudável, eu estive pensando sobre uma pequena questão esses dias: o estereótipo de que as mulheres devem fazer tudo o que puderem para que os seus parceiros estejam sexualmente satisfeitos com elas, e apenas com elas.

Já é uma história antiga a de que as mulheres devem satisfazer os homens na cama para que eles não procurem na cama de outra algo que você não dá. Esse “conselho” vem passando de mães para filhas há um longo tempo e como muitas outras coisas nesse mundo é um estereótipo machista e que já perdeu qualquer fundamento que poderia ter nos dias atuais.

Hoje as mulheres estão mais liberadas e procuram o próprio prazer, além do prazer do parceiro. Elas sabem gritar suas necessidades e suas fantasias, tanto na cama como fora dela. A meu ver, quem deveria ficar atento agora é o time masculino, pois as mulheres estão sexualmente mais desprendidas e perceberam, finalmente, que podem sentir prazer (e muito) com ou sem os homens.

Porque apenas a mulher deve estar atenta ao prazer do homem e tentar satisfazê-lo sempre? O contrário também é válido. Assim como um homem insatisfeito sexualmente pode abandonar um relacionamento, uma mulher que não tem os seus apetites e fantasias saciados pode abandonar o cara que está com ela, mas que não se importa com isso, e ir atrás de um homem capaz de agradá-la bem mais (e melhor).

Todos nós buscamos o prazer e todos têm direito a ele, sem medo, sem correntes, sem amarras (emocionais, porque as outras valem), livres e leves, com a certeza de que nossos desejos têm valor.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Sinas, amores e ferros em brasa

        Será que cada pessoa tem a sua sina a ser cumprida durante a vida? Se for assim, qual é a minha? A sua?
        Será um destino inerente a nós amar, se doar, se expor e ser magoado por alguém? Se esse é um capítulo da vida de todos nós, com certeza tem a sua finalidade no desenvolvimento e aprendizado humano.
         Mas quantas vezes cada pessoa passará por esse caminho? Quantas vezes pessoas nas quais confiamos irão nos machucar irremediavelmente?
         É tão estranho como quanto mais amamos alguém maior é o poder dela de nos marcar para sempre. Nós concedemos esse poder à ela, porém nunca imaginamos que tal criatura possa usar isso contra nós. E é por isso que dói.
         Já fui muito magoada por alguém a quem amava e para a qual me doava completamente, como faço com quem amo. É algo que marca você a ferro. Difícil esquecer...
         Sou intensa no que sinto, seja amor, raiva, tristeza ou alegria. Então me perguntei: será essa a minha sina? Entregar-me completamente e intensamente aos meus afetos e ficar de peito aberto diante do ferrete? Apenas esperando a próxima onda de dor?    

         Isso parece tão dramático... Talvez hoje a minha intensidade tenha se concentrado no drama. Ou talvez não, e isso tudo faça sentido para alguém mais por aí. Quem nunca teve um lado dramático? O meu está aí.