terça-feira, 17 de abril de 2012

Eu, você, nós!


Eu te dei todas as chances que eu podia dar. Esperei você me valorizar. Tinha esperanças de que você sentisse a minha falta. Nada disso aconteceu. 

Você não cultivou o nosso amor e, no seu egoísmo, deixou-o definhar.  Eu tentei mantê-lo firme em galhos precários, somente com as minhas forças. Tentei mesmo! Mas nada sobreviveria a tamanha desolação. Em algum momento ele perdeu a sua força. Talvez tenha sido quando você não me procurou, adulou e mimou. Precisamos de mimos. Precisamos nos sentir importantes na vida de outros. Mas você também nunca se importou e eu percebi isso.

Descobri que eu valorizava algo que já não existia mais e que talvez nunca tenha existido. Talvez o nosso amor tenha sido unilateral desde o começo. Eu dava tudo de mim, o meu melhor, e só recebia frações, muito pouco, de você. Mas todas as coisas boas que alguma vez eu recebi de você, por menores que sejam, vão ficar guardadas comigo. Elogios, sorrisos, abraços, beijos e palavras carinhosas vão me acompanhar aonde eu for.

Não foi tempo perdido tudo o que passei com você e sei que esses momentos irão ficar para sempre na minha memória. Porém, a partir de agora, apenas na memória. O “nosso” tempo se foi.



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